domingo, setembro 18, 2011

Pessoas procuram-se

Depois de, no Parque das Nações, ter aberto uma estação dos correios sem pessoas eu continuo a perguntar se vamos deixar de ter o sorriso das pessoas a nos atenderem em breve porque cada vez mais e mais a interacção com máquinas é intensificada. Na assistência ao telemóvel, na compra de bilhetes para os transportes, nas portagens, nos aviões, no supermercado – tira pessoa, mete máquina… É triste e assustador

sábado, setembro 17, 2011

Baixa Chiado – a estação azul

BlueStation by FotoBen
BlueStation, a photo by FotoBen on Flickr.
O espaço público foi, mais uma vez, mercantilizado e, desta vez na estação de metro com mais afluência de Portugal o que mostra novamente o poder que a sociedade confere ao dinheiro.
O nome da estação, tem mesmo de ser em inglês? Não existe em Portugal um património linguístico suficientemente rico para apoiar novas designações? Isto é mais um atentado ao português até porque se for dada atenção às projecções lê-se News… não temos um vocábulo notícias?
Não tenho nada contra o patrocínio e sobretudo se isto fizer com que as escadas rolantes funcionem todos os dias mas estrangeirismos deixem-nos onde eles pertencem, pode ser?

quinta-feira, setembro 15, 2011

Caso real sobre antibióticos

Pills by deathtiny42
Pills, a photo by deathtiny42 on Flickr.
Uma mãe leva a filha ao hospital de urgência e quando está para sair, diz que vai complementar o tratamento em casa. O médico ainda assim diz:
- Você não pode sair daqui sem assinar este termo de responsabilidade
- Está bem eu até assino mas você vai assinar esse mesmo termo perante os efeitos que o antibiótico pode ter na minha filha?

(O médico não assinou e a família foi-se embora)

terça-feira, setembro 06, 2011

Cidades que enriquecem as petrolíferas

No Público de 23 de Junho, um investigador do IST defende as cidades como uma das formas mais eficientes de as pessoas viverem e interagirem, o que tem a sua quota de razoabilidade e isto no âmbito de um estudo publicado sobre os problemas mentais crescentes nos habitantes das cidades. No entanto o desenvolvimento das cidades e, falando mais concretamente das cidades portuguesas, não obstante de as pessoas viverem em agrupamentos verticais, uma das consequências do desenvolvimento das cidades foi o enriquecimento das petrolíferas através do incentivo ao carro individual investindo em infra-estrutura para tal: estradas bem alcatroadas, sinalização, túneis, estacionamento e tudo o mais que favoreça este tipo de deslocação e que se vai tornando cada vez maior, há medida que a distância casa-trabalho(*) aumenta. Aqui esqueceu-se de dar primazia ao transporte público, mais o um investimento no desenvolvimento deste tipo de tecnologia e o pioneirismo nesta área, em semelhança ao que se faz em Copenhaga, Dinamarca, poderia mesmo ser um pólo de inovação e uma vantagem estratégica que poderia ser utilizada como modelo noutra cidades, como Copenhaga vem a ser. Por exemplo o Metro de Lisboa devia ser à superfície, pois assim evitava-se esburacar o subsolo da cidade, daria visibilidade ao transporte público e reduzia o espaço para o transporte individual e bem, assim por onde anda o investimento em bicicletas?

Por outro, uma cidade tem uma má estratégia de desenvolvimetno, por ter poucos carregadores elétricos para carros? E se isso acontece porque a maioria das pessoas anda de bicicleta e por consequência não precisam de tal. Por fim, a cidade pode ser mais amiga dos cidadãos e não dos automóveis, ser atraente e proporcionar boa qualidade de vida e com pouca poluição e isso sim seria um de muitos exemplos que se podia exportar...


(*) (tempo para família, filhos, deterioração da alimentação)

sexta-feira, setembro 02, 2011

Conselhos simpáticos (vida)

1.      Faz as coisas certas
2.      Livra-te daquilo que não é útil ou bonito
3.      Independentemente de uma situação ser boa ou má, ela vai mudar, não importa como te sentes, como acordas ou como te vestes
4.      O melhor ainda está para vir
5.      No fundo estás sempre contente. Portanto, fica contente!

quarta-feira, agosto 24, 2011

Em Portugal oferece-se formação

Em Portugal oferece-se formação especializada e de qualidade, ora veja-se a Universidade de Aveiro, a FEUP, a FCT, o ITQB, o IGC produzem conhecimento bastante bem aceite lá fora e, os brilhantes investigadores destas e outras instituições dão aulas, formam os futuros trabalhadores do país. Bom isso seria o ideal pois, na verdade, em Portugal faz-se exporta-se bastante conhecimento e do bom, desde não haver mercado para os cientistas que acabam por encontrar boas oportunidades no estrangeiro até ao mais ridículo que tenho visto: procuram-se pessoas formadas em Portugal com a naturalidade X, para ir trabalhar no país X.

Ridículo? Completamente sem sentido, então quer dizer os portugueses pagam através de variados impostos a formação dos futuros trabalhadores que estudam em boas instituições públicas de ensino e depois é vê-los por o conhecimento na bagagem e levá-lo lá para fora, criando riqueza noutros locais do planeta. É bom? É, mas também é um investimento desprovido de qualquer tipo de lógica...